A Microsoft anunciou nesta semana que pretende fazer um “reset”, ou melhor, uma reestruturação no Xbox e para tanto irá tomar várias medidas necessárias para torar a marca verde mais lucrativa. Contudo, sendo a segunda maior editora do mundo, como chegou nesta situação? Quais os motivos que levaram o Xbox a não ter tanta rentabilidade?
O Windows Central abordou este assunto e tentou explicar melhor essa situação, e vamos repassar para vocês o que Jez Corden tem descoberto. Ele continua sendo um insider confiável, então pode ser bastante útil os seus esclarecimentos.
A crise da rentabilidade do Xbox não foi causada por um único erro, mas por uma combinação de jogos que não atingiram expectativas, problemas na estratégia do Game Pass, cancelamentos de projetos e até dificuldades relacionadas ao custo do hardware.
Jez afirma que vários jogos não atingiram boas vendas ou tiveram o engajamento necessário no Xbox Game Pass para serem visto como sucesso. Se um jogo atrai mais assinantes ou mantem eles por mais tempo no serviço, para Microsoft isso é muito imporante. Os games que ficaram abaixo da meta são:
- Avowed
- South of Midnight
- Senua’s Saga: Hellblade II
- Forza Motorsport
- The Outer Worlds 2
- Minecraft Legends
- Ninja Gaiden 4
- Ara: History Untold
Projetos cancelados
- Perfect Dark
- Everwild
- O projeto “Blackbird” da ZeniMax
- O jogo de John Romero financiado pela Microsoft
- Contraband, da Avalanche Studios
Cancelamentos representam muitos milhões de dólares perdidos e sem ganhar um real por isso. É ainda mais preocupante e mais prejudicial para finanças quando se tem jogos cancelados.
Fable e State of Decay 3 foram adiados ano passado e impactaram as finanças, ambos eram esperados pra sair nesse ano fiscal e deveriam trazer muita receita.
No Xbox Game Pass o aumento de preço foi visto como um grande erro. Ocorre que, ao colocar Call of Duty a Microsoft acabou perdendo uma grande parte da receita vinda desse jogo. O aumento foi para compensar isso, mas acabou perdendo muito assinantes. Então, fica mais fácil entender porque o jogo da Activison está removido do lançamento no serviço.
Em relação ao Game Pass, a Microsoft poderia considerar diferentes estratégias para aumentar a rentabilidade do serviço. Uma possibilidade seria deixar de incluir alguns de seus títulos mais caros e populares no catálogo desde o lançamento, especialmente aqueles que provavelmente continuariam registrando fortes vendas mesmo fora da assinatura, como a franquia Forza Horizon.
Outra alternativa seria a criação de uma modalidade mais avançada, algo semelhante a um “Xbox Game Pass Ultimate Plus”, permitindo aos assinantes pagar um valor adicional para acessar conteúdos premium específicos, como jogos da série Call of Duty ou benefícios relacionados a World of Warcraft.
Também é possível imaginar a chegada de um plano mais acessível, subsidiado por publicidade, seguindo modelos já adotados por outras plataformas de entretenimento. Nesse cenário, anúncios vinculados a serviços da Microsoft, como o Bing, poderiam ajudar a reduzir o custo da assinatura para os usuários.
È difícil imaginar a Microsoft reduzindo o valor percebido do Xbox Game Pass Ultimate, especialmente considerando a importância que o serviço tem para o ecossistema Xbox. Ele tem sustentado gastos com a nuvem, por exemplo, graças a sua boa rentabilidade. Como vimos no Xbox Games Showcase 2026, a empresa está bem focada em ter mais assinantes e para isso deve lançar novos planos em breve.
O problema do hardware é ainda maior
Talvez a revelação mais surpreendente seja a relacionada ao custo dos consoles Xbox Series X|S. Aqui a crise de hardware global está fazendo um grande estrago nas contas do Xbox.
Segundo fontes do Windows Central, o aumento global nos preços de memória RAM teria elevado drasticamente os custos de fabricação. A reportagem afirma que a Microsoft estaria perdendo “centenas de dólares” em alguns consoles vendidos atualmente. Asha Sharma teria mencionado internamente que os preços da memória aumentaram cerca de 700% em relação às projeções feitas quando os consoles foram planejados.
Olhando para frente, a Microsoft irá investir mais em franquias já consagradas daqui por diante e dentre elas são:
- Halo
- Call of Duty
- Diablo
- Minecraft
- The Elder Scrolls
- Warcraft
- Forza Horizon
- Overwatch
- Fallout
- Possivelmente StarCraft
Asha Sharma entrou na Microsoft justamente para corrigir tais erros e por em prática seu plano de reset”. Sharma já havia revelado que a divisão apresentou uma margem de responsabilidade de apenas 3%, apesar dos enormes investimentos realizados nos últimos anos. O objetivo agora é reorganizar a empresa, controlar custos e recuperar a lucratividade sem abandonar o desenvolvimento de grandes jogos. ]
Fonte: Windows Central

