Sony removerá mais de 500 filmes e séries da PS Store, incluindo conteúdos já comprados

Um assunto espinhoso acaba de ser colocado na mesa e deixou muita gente preocupada. A Sony anunciou que vai deletar mais de 500 filmes e séries de TV da PlayStation Store em 1º de setembro devido ao vencimento dos contratos de licenciamento entre a empresa japonesa e a StudioCanal.

A questão aqui é mesmo que você tenha comprado tais filmes ou séries, você vai perder! Eles vão apagar tudo! O caso trouxe polêmicas fortes envolvendo a propriedade de bens digitais.

Atualmente, até os jogos estão sendo mais vendidos digitalmente do que fisicamente, e se a a Sony por algum motivo também removê-los da sua biblioteca, os seus jogadores ficarão sem seus games? É um problema que tem que ser abordado de forma muito séria.

Até agora, a japonesa não disse se os afetados serão reembolsados ou terão algum tipo de compensação. Ela simplesmente anunciou que vai retirá-los e os que compraram perderam ao acesso.

Dentre as produções mais populares da lista estão Exterminador do Futuro 2: Judgment Day, Cliffhanger, Total Recall, Bridget Jones’s Diary, Rambo the Deer Hunter, Hot Fuzz e From Dusk Till Dawn.

É necessário realizar um debate maior sobre como funciona os direitos de propriedades de cada usuário nos meios digitais para que eles não se sintam prejudicados após investirem seu dinheiro em uma determinada plataforma.

Durante os anos 1990, quem tinha um videocassete podia gravar legalmente filmes exibidos na televisão, além de desenhos, séries e até videoclipes da MTV, criando uma coleção que permanecia disponível sempre que quisesse assistir novamente.

Com a popularização do conteúdo digital e dos serviços por assinatura, a relação entre consumidores e entretenimento mudou significativamente. Hoje, embora o acesso seja muito mais rápido e conveniente, muitos usuários questionam o fato de que filmes, séries e outros conteúdos podem deixar os catálogos ou até serem removidos de bibliotecas digitais por questões de licenciamento. Para parte do público, isso reforça a sensação de que se paga pelo acesso temporário ao conteúdo, e não pela posse definitiva, diferentemente do que acontecia com mídias físicas ou gravações pessoais.

Fonte: Collider

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