Políticos fazem frente contra o Playstation e pedem investigação pelos direitos dos jogadores

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Imagem/Band

A indústria games está em chamas e é a vez do Playstation enfrentar seu “banho de sangue”. A essa altura do campeonato um caos está instalado com muitas frentes contra a decisão da Sony de interromper a mídia física. Estão alegando que estão reduzindo as opções dos consumidores e que tais jogadores têm direito a escolherem seu formato preferido.

Jogadores, editoras, varejistas, empresas de comida (KFC, Burger king., etc) e agora até os políticos ao redor do mundo estão enfrentando a situação. Realmente, tomou uma proporção muito alta.

Jean-Luc Mélenchon é um político francês que foi um dos primeiros a se manifestarem contra a Sony. Ele fez algumas declarações no X/Twitter atacando a ideia de GTA 6 vir apenas com um código e a interrupção por parte da Sony na fabricação de mídia física.

O candidato à presidência argumenta que a indústria dos videogames caminha para um modelo em que os consumidores pagam pelos jogos sem, necessariamente, terem a posse definitiva do que adquiriram. Na visão dele, o avanço da distribuição exclusivamente digital pode reduzir direitos tradicionais dos jogadores, como emprestar, revender ou manter permanentemente uma cópia do jogo.

Diante desse cenário, Jean-Luc Mélenchon defende que os videogames devem ser tratados não apenas como produtos comerciais, mas também como bens culturais. Segundo o político, essa visão serviria de base para futuras iniciativas voltadas à proteção dos direitos dos consumidores, tema que ele afirma pretender discutir a partir de 2027.

Com GTA 6 sem disco em 2026 e o anúncio da Sony do fim das vendas de discos físicos para jogos em 2028, surge a questão de como consideramos esses produtos. Amanhã, você pagará sem nunca possuir nada. Nem empréstimo, nem revenda, nem garantia de conservar o que se pagou. O videogame não é uma simples mercadoria, é um bem cultural e o direito em vigor deve se aplicar a ele.

Abriremos a obra em 2027.

As jogadoras e os jogadores também têm direitos!

Além da França, temos referência na nossa política brasileira também frente contra o Playstation. hoje, a deputada federal Erika Hilton (PSOL) protocolou uma representação junto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), solicitando a abertura de um procedimento administrativo para apurar os possíveis impactos da medida sobre os consumidores brasileiros.

A carta tem o título “Sem joguinhos com os consumidores” e como você pode ver no tweet abaixo tem uma explicação bem longa sobre os motivos da solicitação da investigação.

Nós já tínhamos alertado que esta história não seria encerrada de forma tão simples. São muitas manifestações por conta decisão do Playstation. Vamos continuar acompanhando o caso e reportaremos tudo para vocês.

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