Hacker que vazou GTA 6 ameaça outras grandes editoras, Playstation e Ubisoft podem estar na mira

Hoje foi um dia daqueles para os fãs de GTA que estava há anos esperando por cenas de gameplay, bem, tivemos. Entretanto, parece que essa história só está começando já que o hacker responsável por tudo isso, “CYBERLEEK”, ameaçou outras grandes editoras, e o Playstation e a Ubisoft têm grandes chances de ser um dos alvos.

Ocorre que, Cyberleek fez uma carta em favor dos consumidores da indústria dos games, e de acordo com ela, um dos motivos para essa onda de vazamentos é o fim da mídia física. Inclusive o hacker exige pedido de desculpas da Rockstar por não ter realizado qualquer menção de GTA 6 no formato em disco.

Não é segredo para ninguém que a Sony também já declarou a interrupção dos jogos físicos para janeiro de 2028, ou seja, o Playstation não quer mais apoiar o formato migrado possivelmente para tudo digital. Dessa forma, a japonesa deve se tornar mais um alvo nas mãos de Cyberleek, se não tomar os devidos cuidados.

Cyberleek elencou os três mandamentos que a indústria gamer deve cumprir:

NUMERO 1

Nenhum consumidor deverá pagar por um jogo através de lojas digitais antes de seu lançamento e da publicação de análises independentes. As pré-vendas de mídias físicas continuarão permitidas.

As pré-vendas não foram criadas para beneficiar os jogadores. Elas surgiram porque os discos físicos possuem limitações de fabricação e distribuição. No mercado digital, porém, não existe estoque. Não há escassez de unidades. Uma cópia digital não pode se esgotar.

Ainda assim, as editoras mantiveram o sistema de pré-venda e eliminaram seu único benefício real para o consumidor. Agora, os jogadores pagam antecipadamente e não recebem nada em troca, além de um temporizador de contagem regressiva e, em alguns casos, itens cosméticos.

Se as editoras quiserem obter receita antes do lançamento, podem fabricar discos, imprimir caixas, colocá-los nas prateleiras e obter esse dinheiro por meio da produção e venda física.

NUMERO 2

Nenhuma editora deverá vender acesso a conteúdo para um jogador que já esteja presente nos arquivos do jogo-base adquirido pelo consumidor.

Isso significa: não às chaves de desbloqueio, não aos arquivos de 1 MB que funcionam como marcadores de posição e não à simples alteração de uma variável de locked = true para locked = false para liberar conteúdo que já está presente no disco ou no download.

Quando alguém paga mais de US$ 70 por um jogo, comprou os dados daquele produto. Todos eles.

Vender posteriormente um arquivo que apenas altera uma variável para desbloquear uma missão, personagem, arma ou capítulo da história significa cobrar duas vezes pelo mesmo conteúdo.

NUMERO 3

Qualquer jogo que inclua conteúdo para um jogador deverá possuir um modo alternativo que funcione offline. Quando o suporte aos servidores for encerrado, a editora deverá publicar um patch final que desbloqueie todo o conteúdo para um jogador para uso local e por tempo indefinido.

The Crew tinha uma campanha para um jogador. As pessoas pagaram o preço integral pelo jogo. Depois, a Ubisoft encerrou os servidores e todo o jogo deixou de funcionar, incluindo seu conteúdo para um jogador. Sem reembolso. Sem patch. Sem alternativa.

O conteúdo para um jogador depende de uma única coisa: do hardware que o consumidor já possui. Fazer com que esse conteúdo deixe de funcionar simplesmente porque os servidores foram desligados é inaceitável.

O objetivo é punir as editoras que criaram “um esquema de monetização de cada vez” e acabar com essas práticas, que se tornaram a norma no setor de jogos.

É evidente que toda a razão por trás desses vazamentos é a decisão de lançar GTA 6 sem uma cópia física, tornando GTA 6 o jogo que mais vazou durante seu tempo de desenvolvimento.

A mensagem deixa claro que não haverá negociações reservadas nem acordos feitos nos bastidores. Segundo o grupo, tudo será exposto publicamente e os vazamentos continuarão caso não haja uma resposta.

O alerta é direcionado principalmente às grandes editoras e empresas do setor. A declaração cita o caso da Rockstar como exemplo e afirma que, se a chamada Cyberleek conseguiu atingir uma companhia desse porte, nenhuma grande corporação estaria completamente protegida.

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