A Microsoft realizou mais uma parte do seu ‘reset’ do Xbox para realocar gastos em ideia e jogos mais promissores. Contudo, a id Software, criadores do lendário DOOM, foi o estúdio mais sacrificado com demissões em massa e projetos rejeitados, o que aconteceu para tudo isso? Como chegamos neste ponto?
Segundo os relatos, as demissões atingiram principalmente equipes de engenharia, design e arte, enquanto alguns departamentos estratégicos permaneceram praticamente intactos. Além disso, diversos projetos apresentados pela id Software à Microsoft teriam sido rejeitados, deixando o estúdio, ao menos por enquanto, sem uma grande produção em andamento.
O tamanho do estrago foi tanto que cerca de metade da equipe dos EUA foi demitida. As informações indicam que a equipe da id Software nos Estados Unidos perdeu 92 funcionários de um total de 185, além de aproximadamente 35 trabalhadores temporários.
Já o escritório de Frankfurt, na Alemanha, com cerca de 180 funcionários, não teria sido afetado pelos cortes até o momento. Uma possível explicação é que a legislação trabalhista alemã exige um processo mais complexo antes da realização de demissões em larga escala.
Entre as equipes mais impactadas estão:
- Design de fases (Level Design);
- Gameplay Design;
- Combat Design;
- Environment Art.
Já outras áreas praticamente foram desmontadas, incluindo:
- AI Programming;
- Technical Design;
- Engine Team;
- Equipe responsável por Quake Champions.
Por outro lado, setores como Cinematics, Services & DevOps e Gameplay Engineering praticamente não sofreram demissões.
Um dos pontos que mais chamou atenção foi o impacto sobre a equipe responsável pela engine da id Software nos Estados Unidos. Segundo as informações, ela foi quase totalmente eliminada, levantando especulações de que parte desse trabalho poderá ser transferida futuramente para a equipe europeia.
Os relatos também indicam que a id Software tentou convencer a Microsoft a aprovar diversos projetos para ocupar o estúdio após o encerramento do desenvolvimento dos DLCs de DOOM: The Dark Ages.
O principal deles seria Fury, uma nova propriedade intelectual liderada por Hugo Martin. Segundo a descrição, o jogo seria um título de ficção científica com forte inspiração noir, ambientado em conflitos entre gangues de Chicago e Louisiana, com estética cyberpunk. O combate teria foco em um sistema de “Gunfu”, misturando artes marciais e armas de fogo, sendo comparado internamente a “jogar um filme de John Wick”. Apesar do conceito promissor, o projeto não teria recebido aprovação da Microsoft.
Outro detalhe curioso é que, após o cancelamento do reboot de Perfect Dark desenvolvido pela The Initiative, a id Software teria apresentado sua própria proposta para reviver a franquia. Segundo os relatos, a Microsoft solicitou ideias de diferentes equipes para avaliar novos caminhos para Perfect Dark, mas nenhuma delas acabou aprovada.
Além de Fury e Perfect Dark, a id também teria apresentado diversas ideias relacionadas à franquia DOOM. Entre elas estavam: um novo DOOM cooperativo, um DOOM focado em multiplayer e expansão dos conteúdos de DOOM: The Dark Ages. Dessas propostas, apenas os conteúdos adicionais (DLC’s) de DOOM: The Dark Ages receberam sinal verde. O primeiro DLC teria aumentado de quatro para seis fases, enquanto um segundo DLC também foi aprovado.
Embora rumores recentes apontem que um novo Quake esteja em desenvolvimento, os relatos afirmam que não havia uma equipe da id Software trabalhando ativamente nesse projeto antes da reestruturação. Isso coloca em dúvida o estágio atual do suposto retorno da franquia.
Qual foi o motivo para tantas demissões?
Outro ponto levantado pelas fontes é que a id Software possuía um grande número de profissionais seniores. Como o único projeto confirmado para os próximos meses era mais um DLC de DOOM: The Dark Ages, a Microsoft teria entendido que não fazia sentido manter uma equipe tão grande e com alto custo salarial sem uma produção principal aprovada.
Segundo os relatos, o plano agora seria utilizar a equipe remanescente para desenvolver protótipos de novos jogos de DOOM e Quake. Caso algum desses projetos entre em produção completa, a expectativa é que o estúdio volte a contratar funcionários e também recorra a desenvolvedoras parceiras para ampliar o desenvolvimento.
Mas atenção, todas essas informações são baseadas em relatos de bastidores e não foram confirmadas oficialmente pela Microsoft ou pela id Software. Encare isso como rumor e vamos torcer para a id Software se recupere e consiga criar mais jogos empolgantes e promissores.
Fonte: Gamesbeat
